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segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Ilusões que lhe permitem viver mais um dia


 

Mãos geladas, eu aposto que o respirar enche o ar com gotículas de gelo, e o arfar confere um certo ardor, de perto, de longe, dos pensamentos mais enlouquecedores, em uma esquina a partir da qual não sei para onde ir.

Desmaiar por puro fingimento, garras frias, acessórios para o crime perfeito, se fosse possível resistir à lareira fumegante, à bebida reconfortante às ilusões que permitem que você viva por mais um dia, batendo de frente com as más notícias e a indiferença de quem está ainda pior, lutando através de trapaças. Mãos geladas.


 

 

 

          Marcelo Gomes Melo

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Um século cruel e mordaz


 

Toda vez que eu morro

E acordo assustado

Olhando para todos os lados

É como se estivesse com o ticket da vida atrasado

 

Toda vez que eu morro

E acordo assombrado

Não há ninguém ao meu lado

Não há companhia no esquecimento

Dobrem os sinos dos desesperados!

 

O silêncio por todos os lados

Conta a história ainda que esmaecida

Pela sombra dos dias contados

Não há paz nem gritos melodiosos

Onde morro e quando eu acordo

 

Como eu morro e por que eu acordo

São os dias de um século cruel e mordaz


 

 

                           Marcelo Gomes Melo

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

O deleite de acreditar


 

Foi o tempo que passou

Ou foi a incerteza da vida?

Diga o determinou

O não cicatrizar da ferida

Os ossos que doem, a alma que incita

O sonho perpétuo

Não garante descanso após a lida

Nesse instante preciso dizer

O amor é imortal, mas quem ama não

Essa sorte para aguentar não há

É primordial a poesia

Não permita que a sua alma toque a minha

Não se dê o direito de ouvir meus sussurros

Que não me darei o deleite de acreditar

 


 

 

                 Marcelo Gomes Melo

Vandalismo emocional!

  Você diz ter medo de demônios E não hesita em agir como um deles Diz não concordar com alucinógenos E alucina com prazer E ao al...