Asco pelos seres supostamente racionais
Sabe há quanto tempo eu não ouço um “Te amo”?
Esse é um mundo triste, lotado de pessoas entristecidas, solitárias e reféns dos próprios pensamentos impróprios, completamente exaurido, sem capacidade intelectual, vítimas de dogmas instituídos por líderes fracos e funcionalmente analfabetos, cujas ações destroem ainda mais um ambiente que involui visivelmente, letalmente.
A vida é irrisória, o planeta parece querer expurgar as maldades desses seres ignorantes que perderam todos os valores, e defendem atitudes sem nenhum nexo, prejudicando a todos, sem distinção. Os que estão aparentemente se locupletando dos novos ideais são frívolos, distribuem a sua inutilidade nociva com um orgulho patético, de olhos esgazeados, vazios e fanáticos.
Viver nesses tempos é doloroso aos que já experimentaram gerações mais eficazes, com regras mais realistas e justas, com a possibilidade de corrigir com dureza os desvios de conduta, embora sem a perfeição improvável e impossível que hoje é aclamada.
Mundo enganoso, viciado e trôpego, multidões transitando com um vislumbre de horror no fundo de seus olhares apagados, sorrisos automáticos que denotam ausência de felicidade. Não há paixões, porque foram substituídas pelo fanatismo glorioso e maldito sem remédio. Sabe há quanto tempo você não ouve um “Te amo”? E se ouviu, tem a plena certeza de que foi dito com o fervor necessário, pode afirmar que realmente continha significado? Quantas vezes você se lembra de ter dito em voz alta e firme, com veracidade completa, sentindo totalmente o que disse a alguém especial? Aliás, você sabe o que é especial? Há algo que considere especial? Tem a plena certeza disso?
Marcelo Gomes Melo
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