O que é ou não permitido
Palavras de amor nunca expressadas
Escorrem dos meus olhos como lágrimas
Adocicadas pelo sangue imortal que tatuam
As paredes seculares.
O tremor dos candelabros demonstra
O tamanho da ira do deus que pretende demolir
Os castelos intransponíveis os quais protegiam
Os reis, as belezas e as riquezas que os convenciam
A seguir um caminho sem volta, acreditando poder
Encostar por segundos em uma dádiva secreta:
Amar por si só, o que nunca foi, é ou será permitido.
O bônus em espécie não é notado, o ônus é exaltado
E determinado pelo tamanho da exaltação e de quem
O exalta. Os fins... Os meios... É a vida, enfim.
Marcelo Gomes Melo
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