Acalma teu espírito ao som da lira
E segue o teu caminho de olhos fixos
No nada
Persegue o invisível com uma taça
De absinto
O corpo desgastado, amarfanhado
Não comporta mais a alma
Meu lírio! O que reage ao prazer
Ininterrupto como águas de um rio?
Coisa alguma, eu afirmo, insensível
Incansável, murmurando o indizível
Meu lírio! Protegido com a armadura
Dinâmica dos sonhos
Acalma o teu espírito mastodôntico
Segue o teu rumo, empedernido
Sem olhar para os lados
Sem enroscar nas outras vidas
Que te cercam, o lírio dos campos!
Por distante que seja a viagem
Submissão comprada, tomada
Ou combinada ainda é submissão
Meu lírio... Sumindo em paz
Como areia por entre os meus dedos
Marcelo Gomes Melo
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